Bate-papo com Adriana Santos

Bate-papo com Adriana Santos

Adriana Santos é Gerente de Educação do Sesc RJ e a convidada para o Bate-papo com a liderança desta edição. A colaboradora Tatiane dos Santos, da Gerência de Projetos e Processos do Sesc RJ, foi a responsável por entrevistar a gestora e permitir que colegas e demais funcionários tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a trajetória profissional e a vida de Adriana.

O encontro aconteceu no Espaço Conviva, na Sede, em meio a livros e numa atmosfera informal: uma conversa pronta para incluir quem quisesse dela participar ou apenas ouvir. Estar em meio a livros acabou iniciando um papo descontraído entre Adriana e Tatiane sobre leitura e ambas descobriram que, naquele momento, liam o mesmo livro, O poder do agora, de EckhartKolle (Editora Sextante).

Quase três décadas de Sesc RJ

Ao todo, Adriana Santos está há 29 anos no Sesc RJ. Por conta disso, Tatiane quis saber qual o caminho trilhado por Adriana das Unidades até a Gerência. “Comecei como estagiária, aos 17 anos, na Unidade de Engenho de Dentro. Depois, atuei com a primeira infância, na antiga Recreação Infantil, que, na década de 1990, recebia crianças em idade pré-escolar para atividades socioeducativas. A experiência, um modelo para a atual Educação Infantil, hoje, oferecida pelas Escolas Sesc de Niterói e Nova Iguaçu, foi o que, anos depois, me trouxe para a Sede do Regional RJ e, posteriormente, me levou à gerência”, disse.

Por muito pouco, Adriana não desistiu do magistério. Ao ingressar na formação de professores, buscando independência financeira e satisfação pessoal, quase abandonou o curso. Tatiane ficou surpresa com a declaração, já que Adriana é conhecida por ser uma aguerrida defensora da educação e quis saber o porquê. “Fiquei muito decepcionada com a situação da educação, as dificuldades dos professores, falta de recursos. Ainda não conhecia teorias, pensadores da educação que pudessem me inspirar e dar esperança. Isso até fazer estágio no Sesc RJ. Aí, sim, eu entendi minhas angústias e vi que tinha solução”, explicou a gerente.

Vida dedicada à educação

Já funcionária efetiva no Sesc, cursou pedagogia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e especializou-se em Educação Infantil, alfabetização e docência do Ensino Superior. O amor pela educação e pela escola a que Tatiane associa a Adriana teve origem na infância da gestora, com o encorajamento do pai: lembranças que vieram à tona ao Tatiane perguntar de onde surgiu o interesse pelo ensino. “Todos os dias, meu pai me levava para a escola inventando histórias, perguntando sobre a escola, estimulando a minha curiosidade e interesse pelo conhecimento. Acredito que isso foi determinante para os passos que dei na minha profissão”, contou.

Com vista à beira-mar

Nas horas vagas, além de ler livros e se dedicar ao aprofundamento em temáticas da educação contemporânea, Adriana é uma carioca adepta de sol, sal, mar, ou seja, de uma boa praia. “Se eu preciso ler, vou à praia. Se eu preciso espairecer, vou à praia. Adoro sol e o clima à beira-mar”. A declaração a respeito da atividade de lazer preferida de Adriana despertou a curiosidade de Tatiane, que, bem-humorada, que quis saber. “Mas você é daquelas pessoas que faz amigos na praia, tem uma ‘turma’?”. Adriana respondeu que sim, que vai todo fim de semana e tem um grupo de amigos no posto que frequenta. “Eu adoro o ar de despojamento que a praia tem”, complementou a gestora.

Mensagem especial

O encontro entre Tatiane e Adriana aconteceu bem próximo ao Dia Internacional da Mulher. Por isso, a colaboradora pediu à gerente que deixasse uma mensagem, principalmente às colegas do Sesc RJ e Senac RJ. “O machismo é nocivo para toda a sociedade. As crianças, por exemplo, não têm preconceitos, isso é cultural. Então, que a gente consiga desconstruir esses rótulos, essas coisas que discriminam, enquadram, separam e nos amarram, como se nós não fossemos múltiplos. Precisamos transpor esses padrões para ter verdadeiramente uma sociedade inclusiva. A inclusão é para todos, nós só precisamos entender que todos são diferentes, mas merecem as mesmas oportunidades”, finalizou.

 

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