SESC

 

Consideradas áreas de caráter distinto, Engenharia e a Comunicação formam uma combinação perfeita na vida de Janaína Linhares. Redatora publicitária da Gerência de Comunicação e Marketing do Sesc RJ, ela, que é formada em Engenharia Civil e em Publicidade e Propaganda, encontrou um jeito de unir as duas profissões em um curso que ministra na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

Tudo começou em 2011, quando Janaína fez um curso Engenharia de Avaliações e Perícias Judiciais, na própria UFF. Por conta da formação em Comunicação, o coordenador acabou convidando-a para ajudá-lo com a elaboração do laudo de uma perícia na área de Avaliação Imobiliária.

“Ele elogiou meu trabalho, disse que pretendia abrir uma disciplina de elaboração de laudos e me convidou para assumir a cadeira. Ele achava que havia uma lacuna no curso, e que essa disciplina poderia ajudar profissionais engenheiros a se prepararem melhor para tal etapa do trabalho. Aceitei o desafio, preparei todo o material, registrei a autoria e comecei como professora no primeiro semestre de 2012”, relembrou.

Desde então, Janaína segue ministrando as aulas de Laudo Pericial, do curso Engenharia de Avaliações e Perícias Judiciais, que tem duração de três meses e acontece duas ou três vezes por ano. “A minha disciplina é uma mistura de aula prática de português com engenharia. Tento mostrar como o conhecimento apurado das duas áreas enriquece o trabalho, valoriza o profissional e faz com que ele tenha não só mais êxito em transmitir o seu conhecimento técnico, como aumenta a sua credibilidade”, disse a colaboradora.

Ao ser questionada sobre qual área gosta mais de atuar, se como professora ou redatora, Janaína afirma ter interesse pelas duas justamente pelo potencial que cada uma tem em suprir um determinado aspecto de sua vida. “Quando estou na posição de professora, o que mais me fascina é a troca de conhecimentos. Nunca saio da sala de aula da mesma forma que entrei. Na redação publicitária, consigo unir várias paixões: a língua portuguesa, o exercício da criatividade e a liberdade de poder expressar as ideias de diversas formas, com toda a “licença poética” que só a publicidade tem. Vale lembrar ainda que, de forma geral, um texto publicitário deve ser claro, conciso e objetivo, sem dar margem a dúvidas. Há muita semelhança com a Engenharia, não é mesmo?”, finalizou Janaína de forma descontraída.

Janaína Linhares
Redatora da Gerência de Comunicação e Marca

 

SENAC

 

Os últimos meses exigiram de todos nós coragem, resiliência e espírito aberto para enfrentar novos desafios. E, claro, para Patrícia Jesus, assistente administrativa do Senac Nova Friburgo, não tem sido diferente. Com a chegada da pandemia de Covid-19, ela seguiu desempenhando sua função em home office, mas se viu diante da necessidade de adaptar a rotina da família frente à nova realidade. Como gerente comercial de confecções em Friburgo, o marido dela, Feliciano Netto, teve a demanda de trabalho reduzida, o que fez com que os dois precisassem se reinventar. Juntos, deram início à produção de máscaras de proteção individual e acabaram se lançando em um novo empreendimento:

— Com o fechamento do comércio, ficamos diante de um impasse. Eu seguia em home office, trabalhando normalmente, mas as atividades do meu marido acabaram diminuindo. Foi então que vislumbramos uma oportunidade, a de produzir máscaras que pudessem atender à região, os consultórios médicos e clínicas locais e abastecer às confecções da região, que estavam assoberbadas.

Nas horas vagas de Patrícia, ela e o marido começaram a planejar a empreitada. “No início, ficamos apreensivos e ansiosos. Mas pensamos que seria algo bom para as pessoas, para a nossa cidade e ainda poderíamos gerar emprego”, disse.

Então, o casal buscou uma costureira que pudesse trabalhar da própria casa e montou a linha de produção, que tem o marido na separação e corte dos tecidos, contatos comerciais e distribuição, e Patrícia na organização e embalagem dos produtos. “Eu apoio como posso. Depois de costurados, os materiais retornam para serem limpos e embalados. De noite, organizo esses produtos, que serão entregues nos dias seguintes”, completou Patrícia.

Até junho, Patrícia e Feliciano já haviam produzido mais de dez mil máscaras. E, mais, começavam a incrementar os negócios, produzindo outros equipamentos de proteção individual, como capotes de TNT e aventais, e incluindo a comercialização de escudos faciais de plástico. Quando perguntada sobre a continuidade do empreendimento após a pandemia, Patrícia diz não ter certeza, mas que avalia a possibilidade, com o foco em fornecer à indústria médica local. “Ainda é cedo para avaliar, pois não sabemos se será viável. Por enquanto, estamos felizes com o resultado e orgulhosos com a coragem que tivemos em dar esse passo e em nos reinventarmos”, finalizou.

Patrícia Jesus
Assistente Administrativa do Senac Nova Friburgo

 

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