SESC

Mãos que dão vida a joias

A jornalista Elisa Travalloni é colaboradora do Sesc desde 2016. Como coordenadora da Gerência de Comunicação, ela dedica as horas de expediente a pensar em estratégias para canais digitais da instituição, analisar dados e avaliar, ao lado da equipe, novas ideias e ações.

Já nas horas vagas, Elisa se dedica à ourivesaria, atividade que começou a desenvolver em 2018. “Após ter deixado a redação do JB Online e de ter trabalhado com gestão de projetos, senti necessidade de fazer algo diferente, que estimulasse ainda mais a criatividade. Como sempre gostei de trabalhar com as mãos, busquei algumas possibilidades. E foi com a ourivesaria que me identifiquei primeiro”, contou.

Além do gosto por atividades manuais, o interesse por acessórios também levou Elisa a aprender como criar anéis, brincos, pulseiras e colares. “Gosto de adornos, de como eles complementam o vestuário e mostram um pouco da personalidade de quem usa. Tenho alegria em imaginar o movimento das peças e como podem vestir o corpo de cada um.”

Para criar as peças, que são feitas em ouro, prata e pedras semipreciosas, Elisa relata buscar inspiração em diferentes lugares. “Não sou uma pessoa muito metódica, então, parto de vários pontos: observação da natureza e da dança, por exemplo, que é outro hobby que mantenho e que foi, inclusive, tema da coleção Flamencuras, um conjunto de joias que desenvolvi em 2018. Sigo muito o que eu gosto, seja na forma, na cor ou no uso”, detalhou a jornalista e designer de joias.

Além de deixar o mundo e as pessoas mais bonitas com a ourivesaria, o ofício manual de Elisa ajuda a profissional no seu dia a dia, no trabalho com comunicação e canais digitais. “A prática da ourivesaria me traz foco, estimula muito a criatividade e é muito lúdica, aspectos que trago para o meu trabalho no Sesc. Criar envolve transformar, mudar, achar caminhos. Para ser criativo precisamos observar, o que nos ajuda a exercitar a reflexão. Ao pensar numa peça, é preciso testar como o metal vai reagir, como as peças vão se encaixar. Nem sempre dá certo, e é preciso recomeçar, rever processos. Penso que esse exercício é importante para tudo o que fazemos”, complementou.

Para os colegas que têm o sonho ou desejo em colocar a mão na massa e aprender uma atividade completamente nova, Elisa deixa um recado:

— Não demore. Comece, mesmo que não seja da forma ideal. O pontapé inicial às vezes é difícil, mas, se deixarmos, o tempo passa e não realizamos nada.

Quem quiser conhecer mais as peças desenvolvidas por Elisa, pode segui-la no Instagram: @elisatravallonijoias

Elisa Travalloni
Coordenadora de Mídias Digitais
Gerência de Comunicação

SENAC

Rádio Web Talentos BR em busca de novos sucessos da MPB

Marcos Pinheiro, de 53 anos, é assistente de secretaria na Unidade Resende do Senac RJ. Há mais de dez anos, ele se dedica também a um projeto que difunde a música brasileira e novos artistas, a Web Rádio Talentos BR.

Esta história começou em 2007. Um amigo sugeriu que Marcos montasse uma rádio na internet para dar vazão ao interesse e conhecimento musical do, hoje, também, colaborador do Senac Resende. Assim nasceu a Dunas Light, precursora  da Talentos e dedicada a todo tipo de música. “Começamos o projeto juntos. Eu tive que aprender todo o funcionamento de um programa web, foi desafiador. Após um tempo, passei a seguir sozinho na empreitada. O projeto se firmou, mas um programa dedicado apenas à MPB e à descoberta de novos talentos fazia muito sucesso. Foi, então, que decidi migrar de vez e criar a Talentos BR, focada em música autoral brasileira”, relembrou o assistente de secretaria, acrescentando que, hoje, a programação se estende também a alguns artistas internacionais.

A música sempre foi uma paixão de Marcos: “ela me leva a Deus, sinto uma vibração difícil de explicar”. Quando criança, era ouvinte de rádios famosas à época, como Maldita, Del Rey, Manchete e Antena 1. Na juventude, apreciava ritmos como disco, jazz e bossa nova e músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque e alguns mineiros, como Milton Nascimento e Lô Borges. Ainda na década de 1980, teve um programa na Rádio Imprensa que tocava músicas nacional e internacional.

Dedicar parte do tempo livre à produção, curadoria e pesquisa de novos talentos da MPB é uma realização para Marcos. Quando mais novo, gostaria de ter se dedicado ao piano. Porém, a prática constante de um instrumento era uma tarefa complicada para ele, que é PCD (a mãe de Marcos passou por complicações no parto que causaram paralisia cerebral ao menino). “Eu gostaria de ter sido músico. Mas montar a rádio dá vazão a essa minha paixão. Eu não ganho nada com a rádio, faço pelo prazer em descobrir novos talentos, em conhecer novos sons”, disse o curador da Talentos BR que, inclusive, já tocou muito cantor desconhecido que acabou virando hit e fazendo sucesso nas rádios do país. É o que ele mesmo relata:

— Edu Krieger, Amanda de Barros, Glaucia Nassere muitos outros artistas, quando ainda desconhecidos, toquei na Talentos. Depois, o mercado acabou por descobri-los e hoje estão por aí, com carreiras belíssimas.

Para ouvir a Talentos BR, acesse: http://www.talentosbr.com.br/. Ah, veja também o aplicativo da rádion web: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.maximum.talentosbr&hl=pt-BR

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